A mais antiga referência escrita que se conhece surge no foral que D. Sancho II concedeu a Roalde (São Martinho de Anta), em 1208.
A história de Mateus está intimamente ligada a Arroios, sendo freguesias meeiras, isto é, partilhando entre si alguns lugares (os fiéis iam à missa uma semana a São Martinho de Mateus e na seguinte a São João de Arroios).
Tal como todas as demais terras pertencentes aos Marqueses de Vila Real, Mateus passou em 1641 para a posse da Coroa, quando o Marquês e o seu herdeiro foram executados sob acusação de conjura contra D. João IV. Em 1654, passou a integrar o património da recém-criada Sereníssima Casa do Infantado, situação que se manteve até à extinção desta, aquando das reformas do Liberalismo.
Casa de Mateus
Esta freguesia tornou-se notável, sobretudo a partir do 1.º quartel do século XVII, quando, em 1620, o Dr. António Alvares Coelho aí instituiu uma grande pastelaria.
José Maria de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos, fidalgo da Casa Real, foi o mais célebre morgado de Mateus, senhor deste morgadio de Mateus e dos da Cumieira e Sabrosa, entre outros vínculos em Trás-os-Montes. Editou em ParisOs Lusíadas, na oficina de Didot, no formato de quarto Atlântico, com gravuras em aço, no ano de 1817. O morgadio centrava-se no atual Palácio de Mateus, que D. Fernando de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos melhorou substancialmente. Em 1970 foi transformado em fundação (Fundação da Casa de Mateus) por D. Francisco de Sousa Botelho de Albuquerque, Conde de Mangualde, Vila Real e Melo.
Outras casas existem nesta freguesia, além do Palácio de Mateus, com importância no meio social, económico e religioso, entre elas a Casa das Panquecas, a Casa da Paçoca e a Casa de Urros.
Ribeiro Aires (2007) — História das Freguesias do Concelho de Vila Real. Vila Real: Maronesa. pp. 363 ss.
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